Falta tempo e vereadores não votam moção de repúdio

Por falta de tempo, os vereadores de Araçatuba acabaram não votando na sessão de ontem a moção de repúdio de autoria do vereador Arlindo Araujo (PPS), contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A moção seria votada no Grande Expediente.

Com duração de duas horas, o Grande Expediente é o momento da sessão em que se vota a ata da sessão anterior,  faz-se a leitura de correspondências, de vetos, de projetos e moções, além da leitura e votação únicas de requerimentos que solicitem a inclusão de projetos na Ordem do Dia em regime de urgência.  O tempo destinado ao Grande Expediente é improrrogável, não se admitindo deliberação do Plenário nesse sentido, conforme o Regimento Interno da Câmara.

Como a Câmara entra em recesso nesta quarta-feira (1), a moção deve ser lida e votada apenas na primeira sessão do próximo semestre, no dia 3 de agosto.

UniSalesiano apóia repúdio

Ontem, o coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Centro Universitário UniSalesiano de Araçatuba, Fernando Sávio, encaminhou nota ao vereador Arlindo manifestando apoio ao requerimento de repúdio ao fim da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão.

“Entendemos que o incentivo à educação superior é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Para ser exercido em sua plenitude, o jornalismo precisa de profissionais que conheçam os fundamentos teóricos e éticos da comunicação e estejam preparados de maneira prática para lidar com as modernas ferramentas da informação. Que o exemplo de Araçatuba seja seguido também por outras câmaras municipais da região, do Estado e todo o Brasil, demonstrando a preocupação da população para com os profissionais responsáveis pelas informações que ela vai receber no dia a dia”, disse.